A Jornada Começou


Então acordei em 2020.


Não havia mais como adiar as tantas promessas que fiz para esse ano. Era chegado o momento. Ainda anestesiado pelas longas festas de fim de ano, havia me esquecido que agora teria uma aliada para meu caminhar durante esse ano, minha Jornada Solar.


Foi tipo início de relacionamento, fiquei admirando de longe. Carreguei ela para vários lados dentro da minha mochila, sem tirar. Enrolei. Mas finalmente abri e começamos a compartilhar nossas palavras. Lendo os questionamentos que ela me fez, percebi que quando escrevi o livro não me toquei que também teria que responder: O que me estrutura? Quais são minhas bases? O que é ser homem? Ufa! Com uma boa olhada interna consegui responder a ela.


E no dia a dia? Pois é! Propusemos que os primeiros 20 dias do ano, nosso primeiro passo, fosse apenas de uma auto-percepção. No entanto, pelo menos para mim, o ano já chegou cheio de cobranças, necessidades de planejamentos. “Estou em uma transição de carreira, o que farei? Não posso aguardar.” “E os próximos passos para o projeto da Jornada Solar, o que faremos?”



Se bem que Capricórnio até nos fala sobre responsabilidade e trabalho.

Então, apesar de tentarmos propor um tema mais específico com base na linguagem do signo, parece que é difícil fugir de toda a energia que abrange esse momento solar.


Mesmo com esse turbilhão do futuro invadindo minha tentativa de olhar para meu presente, consegui realizar a tarefa. Sentei na mesa que faz parte do meu canto, respirei profundamente e adentrei meu mundo interno. Percebi minha estrutura em meus valores e acabei até expandindo seu próprio conceito dentro de mim: percebi que o que carrego como valor é aquilo que vou agregando ao longo da minha vida, seja lá o que for, e que vai me dando forma. No meu caso, minhas experiências espirituais e ao viajar pelo mundo, conquistas profissionais, relações que agreguei e sentimentos que fui moldando durante toda minha vida. Um acúmulo de diversas coisas.


O mergulho começa a ficar mais profundo ao perceber que alguns valores, na verdade, já estão pesados demais. É momento de desconstruí-los para que se tornem matéria prima de algo novo. Olhei para alguns sonhos de criança, outros mais tardios da juventude. Percebendo quais estão prontos para ter vida na minha jornada, e aqueles que eram apenas ilusões e estão prontos para amadurecer como algo mais interligado com meus reais desejos atuais.


Enquanto homem, adormeço e sonho com uma menina de 8 anos sendo atingida por militares em uma operação, dentre os quais eu fazia parte. Me desespero em grande sofrimento, ciente de que aquela ação tinha sido necessária, mas que ao mesmo tempo não queria estar ali. Este é meu último ano em um grande ciclo de 8 anos como militar. Escrevendo, acabo de perceber que a quantidade de anos é igual, no sonho e na vida.


Passo por um grande momento de resgate a essa polarização energética que chamam de “feminina”. Sinto que a reprimi, e como projeção externa daquilo que deixo de lado e se transforma em “sombra”, deixei a cargo das mulheres que atraí a minha volta expressarem parte da minha natureza. No meu momento, parto em uma busca por resgatar minha forma própria de amar e sentir afeto. De resgatar cada vez mais minha sensibilidade para melhorar meus atendimentos como terapeuta. De me atentar ao autocuidado, limpar o espaço onde vivo, cuidar da minha alimentação e saúde. Mesmo tendo sido criado por uma mãe e um pai que me ensinaram que homem também faz essas tarefas, cresci em uma cidade do interior, onde todos os exemplos em nosso entorno eram diferentes.


Busco revolucionar meus valores para que eu possa confundir menos amor com dependência, tornando-me um homem mais livre. Para que eu possa conectar minha capacidade/possibilidade de agir, que tanto desenvolvi durante esses últimos anos, a minha capacidade de sentir afeto, deixando-se afetar e ser afetado, cuidar e ser cuidado. Percebo-me iniciando uma jornada de busca dessa menina do meu sonho, que por algum motivo sufoquei dentro de mim, mas agora preciso integrá-la.


Ao preencher o Controle de Hábitos, senti-me bem perdido, fiz uma tentativa impulsiva e não gostei do que ficou estampado na página. Talvez fruto desse resgate que citei acima, penso em ser mais criativo com símbolos e cores na tabela do passo seguinte, que por sinal está bem próximo. Na verdade, levarei mais cores aos próximos passos da minha vida fora do livro também. 


A jornada começou...


E para você como tem sido as primeiras experiências de autoconhecimento com a sua Jornada Solar? Conte-nos um pouco de como a tem usado.

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